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Descobri algo nos últimos tempos que tem me acompanhado de forma insistente:
a maneira como percebo as pessoas tem muito a ver com a maneira como eu me mostro para Deus.
Deus nos mostra a sua face apenas quando mostramos a nossa verdadeira face.
E esse encontro transforma, inevitavelmente, a forma como passamos a ver o rosto do outro.
Gênesis 32 tem me ajudado a pensar nisso.
Jacó está encurralado.
Para trás, fica o rancor de seu sogro, Labão — mais uma vítima de sua trapaça.
À frente, do outro lado do rio, a chegada de Esaú representa uma ameaça real à sua vida.
É nesse lugar de profunda impotência e insuficiência que Jacó faz algo diferente do que sempre fez.
Ele para de calcular, para de manipular, e decide jogar as cartas na mesa diante de Deus.
Chega, inclusive, a cobrar as promessas divinas com uma franqueza quase arrogante.
A noite cai, e então acontece o embate.
Jacó luta com um homem — ou um anjo — ou o próprio Deus.
Uma luta de natureza muito mais espiritual do que física, já que basta um toque para deslocar sua coxa.
O homem se dá por vencido e o abençoa.
A bênção vem na forma de um novo nome.
Uma nova identidade.
Uma promessa de transformação de caráter e destino.
Mas fica a pergunta: será?
O Jacó trapaceiro ainda resiste quando pede o nome daquele com quem luta.
Ainda quer dominar.
Ainda quer ter controle.
Mas Deus não se submete.
O homem vai embora, e então cai a ficha para Jacó:
“Vi Deus face a face… e sobrevivi.”
Algumas vitórias não valem a pena.
Vencer um anjo gentil demais para usar toda a sua força pode ser pior do que a derrota — como disse George MacDonald.
A verdadeira transformação não acontece na vitória, mas na submissão.
No momento em que Jacó rasga as máscaras.
No momento em que diz o próprio nome.
No capítulo anterior, Jacó vê o rosto de seu sogro tomado de ódio e foge.
Agora, depois de encontrar Deus face a face e se mostrar como realmente é, algo muda.
Ele segue ao encontro de Esaú.
O homem que era ameaça à sua vida.
E diz algo surpreendente:
“Ver o teu rosto é como contemplar a face de Deus.”
Uma epifania.
Jacó não sai dessa história perfeito.
Mas sai transformado o bastante para reconhecer sua dependência de Deus
e para enxergar, no rosto do outro, a imagem daquele com quem lutou naquela noite.
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