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Pode ser que você não consiga abandonar o pecado porque não se importa com o seu próximo — e, muitas vezes, nem consigo mesmo.

Muitos de nós fomos ensinados que o grande perigo do pecado é se afastar de Deus: perder a alma, garantir uma vaga no céu.

E, embora isso tenha fundamento, acabou formando um processo de santificação profundamente individualista — uma tentativa de salvar a própria pele da perdição eterna.

Mas deixa eu fazer uma provocação.

E se lutar contra o pecado tivesse algo além de simplesmente se aproximar de Deus?

Uma ênfase exagerada na dimensão vertical da santidade pode nos desviar da proposta de redenção comunitária da fé cristã.

Enquanto somos chamados para uma caminhada de intimidade com Deus, Deus deseja que tenhamos encontros e relacionamentos plenos uns com os outros.

Lendo 1 João 1:7, me veio a ideia de que o relacionamento com Deus não deveria ser o único motivador da nossa busca por santidade.

Deus olha para o indivíduo, e olha também para a comunidade.

Esquecemos, muitas vezes, que as nossas falhas têm um impacto real na sociedade, e que a busca pela virtude também inclui o bem-estar daqueles que compartilham o caminho conosco.

Deixamos de lembrar, também, que Deus olha sempre para o pecado do povo como algo comunitário. Dr. Shedd nos lembra disso em sua tese de doutorado, “Solidariedade da Raça”, onde analisa o juízo coletivo de Deus no Antigo Testamento e como isso impactou a teologia paulina.

A fé cristã nos chama a um retorno à vocação sacerdotal do povo de Deus. Uma igreja que caminha junta e olha para o pecado não apenas como algo individual, mas também em um sentido coletivo — em que todos compartilham um senso de responsabilidade uns pelos outros — pode abrir um precedente para uma sociedade mais saudável e que aponta para a redenção que há em Cristo.

Talvez nossa dificuldade em abandonar o pecado tenha a ver com o fato de que não nos importamos com o outro.

E, muitas vezes, não nos importamos nem conosco.

Viktor Frankl, em seu livro “Em busca de sentido”, diz que perdemos a fé na vida quando não temos algo maior do que nós mesmos para cuidar — uma causa.

Talvez esteja aí uma chave: o bem-estar do nosso próximo como um fator real de transformação.

É possível que a nossa dificuldade de abandonar o pecado não seja só falta de espiritualidade, mas falta de compromisso com pessoas reais.

Talvez você não se ame o bastante para largar o pecado, mas encontre no cuidado com quem caminha com você uma razão para mudar.

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a vida pelos irmãos.”

(1 João 3:16)

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Achados nas interwebs

☕️
Sala de espera é uma playlist que combina músicas que me inspiram enquanto continuo na caminhada, especialmente enquanto esperamos.

🎙️
A oração e a saúde da alma é a mensagem que o Ed René Kivitz pregou na ibab no dia 29 de Setembro de 2024. É um chamado de volta àqueles que esqueceram da importância da oração na nossa vida pra lidar com o cotidiano. Dica: ajuda a reordenar o coração.

❤️
Você é Aquilo que Ama de James K. A. Smith mostra como nossos desejos moldam quem somos. Ele afirma que o discipulado deve focar em reorientar nossos amores e hábitos, não apenas em transmitir conhecimento.

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